quarta-feira, 29 de junho de 2011

Encontro Mulher Atitude

  Nesse sábado dia 2 de Julho mais uma vez as mulheres mostram sua força e poder de organização no encontro Mulher Atitude que vai contar com as minas do grupo D'Origem(S.José dos Campos),Ana Zulu(Piracicaba),Pamelozza,Nina Brown e a Dj Marina.
Local: Ass.Fique Vivo
Entrada Franca.
quem perder esta moscando hein familia....

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Wild Style no Cine Fique Vivo



Wild Style é o primeiro filme de Hip-Hop da história. Dirigida por Charlie Ahearn, a película foi lançada nos cinemas em 1983. Com foco na ascensão do Graffiti como manisfestação criativa de vanguarda, o filme mostra também os primeiros interesses da mídia com relação à cultura Hip-Hop. Mostra também como eram as block parties, os primeiros Mcs, as primeiras rodas de Breaking e danças sociais, os primeiros Djs e os grandes festivais undergrounds da época.

Dia 18 de Junho ás 17:00.
Av. Dr. José Maciel,584-Maria Rosa-Taboão da Serra.
Entrada Franca.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Kmila CDD grava em São Paulo.

  Da CDD para a Vila Madalena. No inicio desse ano Kmila CDD irmã de MV Bill, abriu mão das ruas da Cidade de Deus-RJ e decidiu gravar seu primeiro vídeo clipe aqui em São Paulo, e mesmo falando a todo  momento de seu bairro Kmila foi até os becos grafitados da Vila para gravar o vídeo. A música faz parte do álbum “Causa e Efeito”, último disco lançado pelo MC e seu selo Chapa Preta. Com direção de Ivam Ferreira e MV Bill o clipe mostra diversos pontos de São Paulo e lindas paisagens urbanas, vale a pena conferir.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Latas no chão, e mãos para o alto.


Latas no chão, e mãos para o alto.

Tinta na cabeça, espancamentos e detenções, tudo isso terá fim, pois No dia 25 de Maio a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.408, que descriminaliza o ato de grafitar e trata da proibição de comercialização de tintas sprays para menores de 18 anos.

A nova lei altera o artigo 65 da Lei 9.605/1998, que trata das sanções penais e administrativas por atividades lesivas ao meio ambiente. O caput e o parágrafo primeiro do novo artigo 65 foram mantidos. A novidade foi o parágrafo 2º:

Artigo 65 – Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.

§ 1o Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de detenção e multa.

§ 2o Não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado, mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional”.


Limpando a sujeira.

Depois de tantos anos de cultura de rua e de grafitti finalmente essa expressão artistas, altistas ou o que for teve seu reconhecimento como arte o ato de justiça veio por parte da atual gestão de Dilma na presidência da republica e pelo forte apelo de diversos setores que lutavam pelo fim da criminalização da cultura de rua, pois é assim a partir de agora grafitti não é vandalismo e muito menos crime isso quem determinou foi a nossa excelentíssima presidenta Dilma Rousseff,entenderam bem tucanada paulistana?


terça-feira, 31 de maio de 2011

Hip Hop Guarani

Vejam aonde o RAP, com sua abertura a diversos pensamentos, é capaz de chegar. A matéria saiu no Estadãoe(pésimo jornal diga-se de passagem).

Os olhos do índio Bruno Verón dizem que algo na aldeia não vai bem. Junto a três outros jovens da mesma tribo, ele tranca o sorriso, amarra o Nike e mira o alvo: o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. André está sentado na primeira fileira ao lado do prefeito de Dourados, Murilo Zauith, e de vereadores que inauguram com festa e discursos a Vila Olímpica Indígena da região, um espaço esportivo com campo de futebol e quadras de basquete.


Bruno terá sua chance logo depois das meninas dançarinas da etnia terena. Assim que o locutor anuncia a entrada de seu grupo de rap, o Brô MC”s, o índio procura pelo governador na plateia e joga a lança: “Esta vai pra vocês que não conhecem nossa realidade, que não sabem dos nossos dilemas. Aldeia unida, mostra a cara!“
 
A real que Bruno canta forte, em uma mistura de guarani e português, está bem perto daquele complexo esportivo de R$ 1,6 milhão cheirando a tinta. Sua casa de quatro cômodos é dividida entre ele, a mãe, o pai e cinco irmãos. O avô morreu espancado supostamente por capangas de fazendeiros que queriam os indígenas longe dali.


O irmão mais velho escapou por pouco, mas leva um projétil alojado na perna. Na casa dos Verón, arroz e feijão são lei. Carne, pouca. Salada, “coisa de paulista”. Mandioca brota no quintal. Banho, só de caneca. A geladeira está quebrada. A TV funciona. O Playstation, também. E sempre, a qualquer hora, os celulares dos garotos tocam Eminem, Snoop Doggy, Racionais, MV Bill e Fase Terminal.

O hip hop chegou às reservas indígenas de Mato Grosso do Sul como se fossem ali as quebradas do Capão Redondo. Para os filhos adolescentes das 15 mil famílias das etnias terena, guarani-caiová e guarani-nhandéva, era como se cada verso tivesse sido criado para suas próprias vidas. Se Mano Brown fala de conflitos entre pobres e policiais, eles têm pais e avôs retirados de suas terras a tiros pelo homem branco. Se MV Bill cita o tráfico de drogas, seus amigos estão cada vez mais fascinados pelo crack. “É uma das regiões mais problemáticas do Brasil”, diz o antropólogo especialista no grupo guarani há 40 anos, Rubem Thomaz de Almeida.

A luva também serve quando o assunto é música. O ritmo duro e constante de uma expressão 90% percussiva estaria facilmente em um ritual caiová. “Eu não pensava nessas coisas antes do rap. Ele que me fez ver nossa situação”, diz Bruno Verón.

Foi em Bruno e no seu irmão Clemerson que o ritmo bateu primeiro. “É nossa chance de sermos ouvidos fora da aldeia”, diz o líder. Kelvin e Charles, os outros dois integrantes e também irmãos entre si, foram recrutados na escola. Apesar dos nomes, todos são legítimos guarani-caiovás.

Há muitos jovens registrados com “nomes brancos” na aldeia, como se percebe em uma conversa rápida com os garotos sobre rock and roll. “E vocês conhecem os Beatles?” “Sim, o John Lennon mora logo ali”, fala Charles, apontando para a vizinhança. Ele ri, mas é sério. John Lennon, Elton John, Jack, Jackson e Sidney Magal são índios de 16, 17 e 18 anos que também escutam rap. Os meninos andam pela reserva com camisetas do Eminem e dos Racionais MC”s, tênis de basquete, bonés coloridos e celulares tocando rap.

Quando se encontram, tocam as mãos abertas e depois fechadas como se faz na cidade. Muitos aprendem a dançar break em oficinas ministradas pela Cufa (Central Única de Favelas). Em uma delas, Higor Marcelo, cantor do grupo Fase Terminal, conheceu os garotos e passou a produzi-los. “Fiquei maravilhado quando ouvi”, diz. Higor fez um CD demo dos garotos e agora fecha a produção para o fim do ano de um primeiro disco do Brô MC”s.

Os ventos sopram a favor dos rappers da aldeia. A primeira vez que saíram de suas terras foi em setembro de 2010, quando fizeram um show nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. Uma garrafa pet guarda a água do mar que Kelvin trouxe de Copacabana. “Era muito salgada!” São Paulo eles conheceram em dezembro, quando fizeram um show no Sesc Belenzinho. “É abafado, parece que não tem ar.” Ele sorri de uma teoria sua sobre as placas das ruas que viu. “Anhanguera é um diabo velho. Anhangabaú é espírito mal do rio. A gente diz aqui que vocês foram a um pajé bêbado para dar nome aos lugares.” Os Brô MC”s tocaram também em Brasília, na posse da presidente Dilma Rousseff.

E, assim, suas vidas vão ganhando instantes de fama. Clemerson é o mais procurado pelas garotas. “A gente dá autógrafo.” Os olhos de guerreiro de Bruno são só para o palco. Fora dele, é um cavalheiro. Ao sair com o repórter pela aldeia de bicicleta, sugere uma caminhada quando sente o pulmão do parceiro saltando pela boca. Enquanto caminhamos, ele fala mais. Ao ver que o repórter usa aparelho dentário… “Eu tinha que usar isso, mas minha mãe disse que um raio poderia cair em mim.” Ao passarmos por uma embalagem de camisinha jogada na estrada… “Aids aqui tem bastante, mas muitos meninos casam cedo, com 12, 13 anos.” E ele? Não namora? “Namoro é como prisão, não dá pra fazer mais nada.” Bruno é um cavalheiro e um sábio.

Um de seus raps se chama Tupã e mostra que o Brô MC”s já cria seu próprio discurso. “Aldeia, a vida mais parece uma teia / que te prende e te isola, não quero tua esmola / nem a sua dó, minha terra não é pó / meu ouro é o barro onde piso, onde planto / e que suja seu sapato quando vem na reserva fazer turismo / pesquisar e tentar entender o porquê do suicídio.”

O alto índice de suicídio na tribo, sempre por enforcamento, atingiu o ápice em 2009, quando foram registradas uma morte a cada dois dias. “Até que uma criança de 8 anos se matou. Aí paramos para discutir”, diz Nestor Verón, pai de Bruno. As explicações não fecham uma lógica. O enforcamento seria um simbolismo. O índio quer se expressar e não pode, então se enforca. Ou estaria passando por uma espécie de choque espiritual com a chegada de grupos religiosos cristãos. Nada é certo. “A alma de um suicida, acreditam eles, não sai pela boca, como deveria, mas pelo ânus. E então é incorporada por outro indivíduo que também irá se enforcar”, diz o antropólogo Rubem Almeida.

Seja como for, o dilema se tornou combustível para a identidade de algo que já poderia ser chamado de “rap guarani”. Afinal, um índio que se veste como Puff Daddy e diz “e aí mano?” afoga a tradição de seu povo? “A cultura não é estática. Ninguém vive fora do mundo”, diz a professora de antropologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Lúcia Helena Rangel. O fenômeno pode aguçar pesquisadores, mas o poder público parece longe de abraçá-lo. Ao fim do show do Brô MC”s na inauguração da Vila Olímpica Indígena, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, é o único que não aplaude. “Não gostei, porque isso é música estrangeira. E eu sou nacionalista.”

Assista abaixo ao clipe da música “Eju Orendive”, em guarani.
21 de maio de 2011
0h 00
Julio Maria – O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A luta por um direito.

Fonte da foto:Blog Bar &Lanches Taboão
“Despejo com vitória, ganhou quem lutou!”. Foi com essa frase impactante que começava uma carta distribuída aos sem teto em uma fria manhã, ao serem despejados. Durante mais de um ano, cerca de 900 famílias ocuparam um grande terreno no Jd. Maria Helena, em Taboão da Serra, onde ativistas realizavam semanalmente com os moradores uma série de atividades culturais e de formação política, que devidamente foi batizado de Ocupação Che Guevara. Ao longo de todo o ano, uma grande luta foi travada com diversos setores da sociedade para garantir um direito básico: a moradia.


Foram inúmeras marchas, acampamentos em praça e na casa de Paulo Colombo (proprietário do terreno), e uma organização que de fato foi no mínimo surpreendente. A frente da ocupação está o MTST, um movimento criado no início dos anos 90 e que luta por moradia urbana em toda grande São Paulo e em algumas cidades do interior. A história do MTST com Taboão da Serra não vem de hoje. No ano de 2005, o mesmo local também foi ocupado pelo movimento e na ocasião, o acampamento que teve o nome de Chico Mendes, resistiu por quase um ano e obteve como vitória o beneficio de bolsa aluguel para diversas famílias e o compromisso do governo do estado e da Caixa Econômica Federal para a construção de moradias populares na cidade.

E com esse mesmo ideal de luta foi feita a história da ocupação Che Guevara, que ao fim da jornada conquistou bolsa aluguel no valor de R$250,00 para 500 famílias, além de um acordo com o CDHU e o Ministério Público de um projeto de construção de moradias para várias famílias que estão inscritas no movimento.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pra não dizer que não falei das flores.

Espacamento de jovem em ato contra o aumento da passagem.
Hoje pela manhã na minha tradicional leitura matinal acessei o ótimo blog Bola&Arte e além das gozados comentários sobre mais um vexame do time de Itaquera(onde fica isso mesmo) pode assistir um ótimo vídeo sobre os abusos policias sobre um simples artista na Av. Paulista e a lição de moral que os policias ganharam do mesmo artista.
Isso sim é Cultura de Combate de fato.

Assista.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O fim da escravatura?


O Pastor Martin Luter King e o mulçumano Malcon X

Sexta feira 13, garoa chata, céu cinza e um tom de muita tristeza. De fato hoje dia 13 de Maio não é um dia nem um pouco feliz, o dia do suposto fim da escravatura não traz felicidade alguma, basta analisar a atual situação do afrodecedente no mundo.

De acordo com o estudo Mapa da Violência publicado em 2011 pelo Ministério da Justiça, de 2006 a 2012 33,5 mil jovens serão assassinados no Brasil. A maior probabilidade é de que as vítimas sejam negras. Os ativistas destacam ainda privações relacionadas a direitos fundamentais, como à saude, já que 40,9% das mulheres negras nunca realizaram exame de mamografia ou Papanicolau, segundo o Relatório Desigualdades Raciais de 2010, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nessa sexta feira ira acontecer uma serie de atos políticos e atividades, uma delas é a 15ª Marcha Noturna pelos 123 anos da falsa abolição da escravatura que acontece no centro de São Paulo e reivindica além do fim do genocídio sofrido pela população negra a cassação de mandato de parlamentares como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP), por racismo.

O excelentíssimo Sr. Bolsonaro é um imbecil que em rede nacional declarou todo seu racismo ao relacionar pessoas negras a promiscuidade, já o “pastor do mau” Marco Feliciano declarou em deu twitter que toda a raça negra é amaldiçoada,agora imaginem o que o tambem pastor evangélico e negro Martin Luter King pensaria se ainda estivesse entre nós,acredto eu que deixaria o amor de lado e daria boas pancadas nesse cidadão.

Sexta feira 13,garoa,céu cinza comemorar o que?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sétimo dia.

 Hoje sete dias após a suposta morte de Osama Bin Ladem o Blog Cultura de Combate tráz para os leitores uma pequena dose de verdade(não que sejamos dono dela) e a voz eleita para traduzir nossa meneira esquedista de pensar é o ilutre Fidel Castro,veja alguns trechos de uma carta escrita por Fidel para o site da Solidariedade latino-americano.

"...Massive evento público realizado na cidade de Esportes naquele dia manifestou a convicção de que o terrorismo internacional nunca serão resolvidos pela violência e pela guerra.
É verdade que foi, durante anos, um amigo dos Estados Unidos militares treinados dele, e adversário da URSS e do socialismo, mas o que foram os atos atribuídos a Bin Laden, o assassinato de um ser humano desarmado e cercado pela família é um fato repugnante. Aparentemente é isso que fez o governo da nação mais poderosa que jamais existiu.
O discurso cuidadosamente preparado para Obama anunciar a morte de Bin Laden diz: "... sabemos que as piores fotos são aquelas que são invisíveis para o mundo. A cadeira vazia na mesa. As crianças foram obrigadas a crescer sem a mãe ou o pai. Os pais que nunca mais vai sentir o abraço de uma criança. Cerca de 3 000 pessoas foram levadas para longe de nós, deixando um buraco em nossos corações. "
Este parágrafo contém uma realidade dramática, mas não pode impedir que pessoas honestas lembrar guerras injustas desencadeada por os EUA no Iraque e no Afeganistão, centenas de milhares de crianças forçadas a crescer sem mãe ou o pai e os pais nunca mais ia sentir o abraço de uma criança.
Milhões de cidadãos marcharam longe de suas aldeias no Iraque, Afeganistão, Vietnã, Laos, Camboja, Cuba e outros países ao redor do mundo.
Nas mentes de centenas de milhões de pessoas que não tenham sido apuradas, nem as imagens terríveis dos seres humanos em Guantanamo, Cuba ocupou, marchando em silêncio submetidos durante meses ou até anos para se insuportável e enlouquecedor tortura, são seqüestradas e transportadas para prisões cumplicidade secreta com a hipocrisia de alegada sociedades civilizadas.
Obama não tem como esconder o fato de que Osama foi morto na frente de seus filhos e esposas, agora nas mãos das autoridades do Paquistão, um país muçulmano, de quase 200 milhões de pessoas, cujas leis foram violadas, ofendeu a dignidade nacional, e ultrajado tradições religiosas.
Como agora impedem as mulheres e os filhos dos executados sem julgamento nem direito explicar o que aconteceu, e as imagens são transmitidas para o mundo?
Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather, transmitido pela estação de televisão que o 10 de setembro de 2001, um dia antes dos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama bin Laden passou diálise em um hospital militar paquistanês. Eu não era capaz de esconder e proteger-se em cavernas profundas.
Assassinato e enviado para as profundezas do mar mostra o medo e a insegurança torna muito mais perigosa.
O muito público nos Estados Unidos, após a euforia inicial vai acabar criticando os métodos, longe de proteger os cidadãos acabam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles..." Veja a carta na integra no link abaixo.


Fidel Castro Ruz
4 de maio de 2011
8 e 34 p.m.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

CUT-SP realiza o lançamento do 1º de Maio “Brasil-África”

No dia 1º é comemorado em todo mundo o dia do Trabalhador, mais assim com qualquer outra data de um grupo oprimido temos que muito mais que festejar, devemos refletir e lutar.


E para honrar a sua representatividade e liderança junto à classe trabalhadora a CUT (central única dos trabalhadores) traz uma mostra da união “Brasil-Africa” com diversas atividades que começaram dia 26 de Abril e se encerram com chave de ouro no dia 1º de Maiono Vale do Anhangabaú, com a homenagem ex presidente Lula e Nelsom Mandela grande líder africano,alem de tudo isso a grande massa de trabalhadores irá contar com apresentações da cantora Mart´nália, banda Ilê Ayê (Bahia), Rappin´Hood, Dog Murras (Angola), Chico César e Martinho da Vila.

Confira a programação completa do 1º de Maio da CUT Brasil-África

25/04 - Lançamento do 1º de Maio e Abertura da Mostra de Cinema - Local Sindicato dos Químicos de São Paulo

26/04– Mostra de Cinema Brasil-África – Local Auditório APEOESP

27/04– Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil

28/04– Mostra de Cinema Brasil-África – Local Auditório Sindisaúde

Workshop Internacional – Local Museu Afrobrasil

Oficinas Culturais – Local Museu Afrobrasil

29/04– Seminário Sindical Internacional "Desenvolvimento, sustentabilidade e inclusão social – Os desafios da relação Sul-Sul" – Local Sesc Vila Mariana

30/04– Samba com Feijoada: Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Leci Brandão e Marcinho do Cavaco.

Cortejos:Capoeira, Maculele, Moçambique, Jongo, Tambores do Vale

Escola de Samba Tom Maior

01/05– Shows: Mart´nália, banda Ilê Ayê (Bahia), Rappin´Hood, Dog Murras (Angola), Chico César e Martinho da Vila

Ato político sindical-social:Com sindicalistas e movimentos sociais do Brasil e da África.

Ato interreligioso:Diversas confissões religiosas celebrarão juntas esta data internacional dos trabalhadores (as).

Ato cultural:Com a presença dos atores Celso Frateschi e Danny Glover.

Homenagens:Lula e Nelson Mandela



Atividades Simultâneas

- Exposições e Feiras

- Exposição fotográfica

- Exposição de esculturas e pinturas

- Feira de Livros

- Feira gastronômica

- Heróis de todo o mundo (vídeo com personagens afro-brasileiro,

fundamentais da nossa história)

- Desfile de roupas africanas

- Desfile de penteados Afro

- Exposição de tecidos





terça-feira, 26 de abril de 2011

A primeira negra governadora-Dona Benedita da Mangueira.


Dia 26 de Abril de 1.942 nascia no caótico Rio de Janeiro a ex-governadora, senadora, vereadora, professora, lavadeira e operaria Benedita da Silva.
 A hoje Deputada Federal pelo Partido dos Trabalhadores(PT) Benedita entrou para a história como a primeira mulher negra a governar um estado brasileiro, ela substitui o pilantra, que de criança só tem o nome, Anthony Garotinho no governo do Rio de Janeiro. Em 1982, foi eleita vereadora nas eleições municipais pela legenda do Partido dos Trabalhadores (PT). Tornou-se a primeira mulher negra a atingir os mais altos cargos da história do Brasil: vereadora, deputada federal constituinte, reeleita para um segundo mandato em 1990, senadora, em 1994, e vice-governadora no pleito de 1998.
Dona Benedita como é conhecida até hoje no morro do Chapéu Mangueira Seus mandatos foram marcados pela defesa das mulheres e negros. É autora do projeto que inscreveu Zumbi dos Palmares no panteão dos heróis nacionais; fez de 20 de novembro o "Dia nacional da consciência negra"; responsável pela criação de delegacias especiais para apurar crimes raciais; pela obrigatoriedade do quesito cor em documento; lei contra assédio e direito trabalhistas extensivos às empregadas domésticas.
O Blog Cultura de Combate parabeniza Dona Benedita da Silva por mais um ano de vida e mais ainda, pela sua imensa contribuição as mulheres a todos Afro-descedentes do Brasil.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sarau da Cumbuca!



   Será no dia 29 de Abril a partir das 19hs que se consumara o fato, o nascimento do Sarau da Cumbuca. O sarau acontecera mensalmente na sede da Associação Zumaluma,situada na periferia do Sta.Tereza, tradicional morada da cultura Hip Hop.E nesse primeiro ato o sarau ira contar com as ilustríssimas presenças de Camila Brasil,Poeta Sérgio Vaz,Marcio Anda Luz,Mc Gaspar(Z’frica Brasil),Tatu Resistência,Elaine Braga,Três Fuegos e a turma do Sarau do CRJ.E para apresentar essa time cabuloso de poetas e poetizas estão escalados Pow Literarua e Ramona, já nos intervalos a rapa ira apreciar um bom e velho Jazz e Blus. 
Dia 29 de Abril (sexta-feira), a partir das 19hs. Associação Zumaluma-Rua Cerqueira César,703-Sta Tereza-Embu das Artes.Entrada franca.contato:(11)4244-1474.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

As raízes do rap: Jay-Z, por Mumia Abu-Jamal


"Não é comum que um rapper escreva um livro, pura e simplesmente um texto em prosa. Eles em geral pensam em rimas, estrofes, metáforas e batidas.

Quando aparecem esses livros, eles frequentamente são aquelas obras sofridas, menos escritas que ditadas para um autor profissional, mais enganação que um trabalho de arte ou de pensamento profundo.

Jay-Z produziu essa última opção.

Um MC de talentos quase lendários e uma grande reputação no mundo do rap, seus trabalhos tradicionalmente garimpam as ruas em busca de histórias de correrias, sobrevivência e, frequentemente, loucas baladas. Eles podem mimetizar a altamente polida arte do braggadocio [N.T.: termo em inglês, derivado da literatura, que indica um tipo de rap parecido com o que se vê em uma roda de freestyle ou em um duelo de repentistas, em que o MC se gaba de si mesmo e tira sarro dos adversários], de riqueza e hedonismo por que o rap é famoso.

Mas o novo livro de Jay-Z, Decoded ("Decodificado"), é um trabalho honesto, soberbo, bem escrito e surpreendemente político que serenamente recorda a era do nascimento do rap no Brooklyn e sua luta para encontrar um lugar nele.

Notavelmente, suas tentativas de conseguir assinar com as gravadoras eram repetidamente repelidas, uma amostra de quão perdidas as empresas fonográficas eram naqueles tempos iniciais do rap.

Mas ele realmente decola quando escreve sobre a necessidade de sua geração de passar por cima da recusa do passado, de preencher os dolorosos vazios deixados pela falta do pai, pioradas pela devastação da era Reagan e o açoite das drogas. Ele escreve:

´Eu sinto como se nós, rappers, DJs, produtores – pudéssemos contrabandear algo da mágica daquela civilização em nossa música e usar isso para construir um novo mundo. Nós éramos crianças sem um pai, e encontramos nossos pais no vinil e nas ruas e na história e, de certa forma, foi como um presente; nós conseguimos colher e escolher os ancestrais que inspirariam o mundo que nós estávamos construindo para nós mesmos.

Aquilo era parte do ethos daquele tempo e lugar, e construiu a cultura que nós criamos. Nossos pais já haviam ido embora, normalmente porque eles tinham quicado por aí, mas nós pegamos seus discos velhos e os usamos para construir algo novo (pág. 255 do livro).`

O livro é ricamente completado com letras dos mais famosos raps de Jay-Z, e várias outras colaborações. Dessa forma, é uma verdadeira arca do tesouro para as cabeças do rap e do hip-hop.

Decoded é o mapa de uma era que deu à luz um dos mais influentes gêneros musicais do século XX. Jay-Z contribuiu com um verdadeiro documento histórico sobre esse período."


Fontes:
Jay-Z,  Decoded, Spiegel & Grau: New York (2010)
Tradução para o português: Spensy Pimentel (CC)
 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Public Enemy no Brasil.


O Public Enemy, uma das bandas mais importantes da história do rap, voltará ao Brasil em julho.
O grupo americano é uma das atrações que foram divulgadas nesta terça-feira (5) pela organização do Black Na Cena Music Festival, evento que será realizado em São Paulo de 22 a 24 de julho na Arena Anhembi.
Serão 19 atrações, sendo que nove já foram confirmadas, entre as quais o americano George Clinton, um dos mestres da funk music e criador das bandas Funkadelic e Parliament, e o rapper americano Redman.
O elenco nacional também é de primeiríssima, com direito aos Racionais MC's, que dificilmente integram eventos coletivos como esse, o pioneiro do rap nacional Thaíde, a cantora Sandra de Sá e o show O Baile do Simonal, com Wilson Simoninha e Max de Castro.
Os dez nomes restantes serão divulgados nos próximos dias, incluindo quatro internacionais e seis nacionais.
A expectativa é de que um público de 20 mil pessoas por dia compareça aos shows.
A organização do Black Na Cena Music Festival promete organização e estrutura com padrão internacional, e engloba empresas que já trabalharam em shows como os de Eminem, Virada Cultural e inúmeros outros.
Os ingressos começam a ser vendidos a partir desta quarta (6) a preços promocionais durante tempo limitado.

Black Na Cena Music Festival
Quando: de 22 a 24/7 (sexta a domingo) a partir das 20h
Onde: Arena Anhembi
Quanto: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada) - preços promocionais válidos por tempo limitado
Informações: zetks.com e blacknacena.com.br


sábado, 2 de abril de 2011

A Rua em uma Sala.





Quinta à noite, uma garoa fina e um vento gelado tudo isso misturado ao cheiro de tinta, som alto do bumbo e da caixa, isso tudo em abundância junto e misturado em uma das ruas centrais de Taboão. Foi no antigo endereço da Câmera legislativa, a “casa do povo”, que o fato foi consumado, a primeira exposição de graffite da cidade, nada melhor que o nome “A Rua em uma Sala” para descrever o que se viu naquela sala... graffiti em tela,na parede,pixação no teto e tudo o que se pode pensar de um típico centro urbano.

Até mesmo eu com meus 20 anos de rua e maloqueiragem nunca tinha visto tanta tinta, tanta cor e tantos estilos diferentes, e ainda mais, confesso a vocês meus caros três leitores que nunca a rua tinha sido tão rua quanto foi naquela noite.

Os visitantes apreciaram as telas da grande e irreverente Família C.3, os traços e a pegada de gorila da Crew Os Congs e a os traços estilosos que são a marca registrada das Crews MGC e ER Crew, em resumo o melhor da arte de rua esteve ontem no Espaço Expositivo e mais uma vez a cultura de rua mostrou o seu potencial de organização e talento.

*Essa exposição foi dedicada ao alemão, dono da padaria que chamou a policia achando que aquele avento se tratava de um distúrbio social em Taboão da Serra, parabéns você acertou estamos de fato desorganizando para organizar.

Fotos: Fernando Marinho