sexta-feira, 18 de março de 2011

O dia em que o Hip Hop mostrou a sua força.


Após o segundo dia de evento muito se falava e pensava sobre o segundo dia de festa, não só pela presença no Mano Brawn, mais principalmente pelo sucesso do dia anterior, o clima era tenso e tinha olho tão gordo que alguns beiravam a obesidade mórbida, mais a questão era básica e imponente a militância e união da família ( na qual honrosamente faço parte) seria o bastante para administrar um públlico tão grande .


O evento teve inicio e diversos grupos subiram ao palco uns muito bons, outros nem tanto, o público ficou impactado com a ótima e bombástica apresentação do jihad Racional que mostrou toda sua fibra em defender os ensinamentos do Islã numa terra tão hipocritamente cristã , se descontraiu com o Versos em Brisa grupo que vem com uma proposta de alegria e é bem sucedido no que se propõe mais não parava nem por um instante de pensar quando chegaria Brawn ,KL Jay e sua família.O tempo passava e ao cumprimentar antigos conhecidos de noitada escutava sistematicamente a mesma pergunta...” e o Brawn manos ,vai vir mesmo ou vocês estão metendo o loco” ,então me dividia entra dar atenção as rotineiras dúvidas e entrevistar todos os participantes do evento.

Foi então na terceira entrevista que bateram na porta eu muito puto fui dar uma bronca pelo incomodo, mais recebi a noticia que Brawn,KL Jay e Cia haviam chegada o povo estava no limite da empolgação, o que se deu após isso foi intenso e confuso e prefiro não relatar.

Todos ficaram impressionados com a visão das mais de trinta mil pessoas naquela praça, tanto nós que tantos corremos quanto o Brawn ficamos impressionados com poder que a nossa cultura tem, o fato mais marcante para todos é que com menos da metade da verba de que outros eventos (dinheiro de pinga) tivemos mais público que o carnaval desse ano, a marcha para Jesus paixão de cristo etc...isso foi sorte não isso foi o nosso diferencial a militância que serviu pela milésima vez para mostra a força da nossa cultura .



Após o evento em entrevista exclusiva Brawn e KL Jay confessaram que desde virada cultural em que tocaram com na Praça da Sé com toda a opressão da policia esse foi o maior evento público que participaram já que cada dia mais a prefeitura e o Governo do estado fascista de São Paulo proíbem shows de Hip Hop em lugares públicos, disse ainda que tem um grande respeito pela história do Taboão da serra e por seus ativistas.

Por fim esse evento de 40 mil pessoas é dedicado a todos que não acreditaram na cultura Hip Hop, a todos que torciam para que ouvesse brigas, e atodos que pagam 60 mil reais para o show que não atrai nem mesmo a metade do publico que o Hip Hop Atitude teve.

Somos fortes, somos muitos somo cultura de rua.


quinta-feira, 17 de março de 2011

O dia em que o Hip Hop mostrou sua organização.


Em meio uma agradável noite sábado enquanto rolavam diversos “pagodes” pelas periferias afora e enquanto “Mc Katra” vomitava suas rimas cheias de pornografia na batida do tarborzão como dizem os novos “funkeiros” se reunia na praça Luiz Gonzaga antigo palco da juventude de Taboão uma centena, que logo virou milhar,de jovens que ansiavam em apreciar um evento de Hip Hop , o Projeto Hip Hop Atitude,que só após seis anos de existência conseguiu realizar um evento de grande porte.

O evento foi marcado pelo extremo esforço de diversos ativistas da cultura de rua na cidade, que com o apoio do SESC e da Associação Fique Vivo reunir uma estrutura de grande porte e qualidade e atrações como o Z’Africa Brasil grupo da quebrada que sempre teve imensa dificuldade em se apresentar aqui, mesmo já rodando o mundo.

Antes de tudo mais com a mesma importância subiram no palco as minas super engajadas do Odisséia das Flores,o evangélico Mano Mil e mulher elétrica Amanda Negrasim.

Quando o Z’Africa Brasil e sua banda subiu no palco já tinha no mínimo 10 mil pessoas apreciando um grande evento e cheio de energia,quanto a policia e mídia convencional pode falar o que quiser... eu, na minha detalhista conta contei 10 mil e uns quebrados...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Caminhada a passos largos.



Há seis anos o projeto Hip Hop Atitude firma uma produtiva parceria com o poder público que cumprindo com seu dever da suporte para a realização das oficinas dos quatro elementos, e diversos eventos de difusão cultural. Mais só agora depois de seis anos é que o movimento conseguiu concretizar uma aliança com o SESC Santo Amaro e com a Associação Fique Vivo para realizar um grande evento somente de Hip Hop e em um antigo e importante palco da cultura de rua na região, a Praça Luiz Gonzaga, que mesmo depois ter seu palco arrancado dos braços da comunidade ainda sim é o grande cenário de manifestações da juventude de periferia.
Serão dois dias de festas e reflexões, o evento vai ocorrer nos dias 12 e 13 de Março, logo após o carnaval, no primeiro dia irão subir no palco as minas do Odisséia das Flores,Mano Mil,Amanda Negra Sim e para fecha a festa uma grupo que tem uma longa caminhada e já girou o mundo todo com suas letras fortes e de resgate a auto-estima de homens e mulheres de periferia o Z’frica Brasil e
banda .
HJá no segundo dia que esperemos todos ser um dia de muito sol e cerveja gelada, vão se apresentar os grupos Dê loná, MPC, Versos em Brisa, Organização jihad Racional e para fechar a maratona uma banca de Mc’s que tem uma longa caminhada no Rap, são eles Mano Brow e Kl Jay( Racionais mc’s), Hélião(rzo),Negredo,RDG,Dj Dri e mano Cryz .E durante todo o evento o nosso camarada e torcedor da Unidos do Morro Sergio Vaz vai interagir e encher as nossas mentes de poesias e versos e efeito.
Bom enfim me parece que cada vez mais que o esforço de daquelas tarde e noiste na São Bento ou na Luiz Gonzagaforam validas, que cada peuqneo ou grande evento foram validos, e hoje enfim podemos afirmar que a juventude da cultura Hip Hop é sem dúvida vanguarda dentro da juventude e da cultura popular de uma forma geral.
É isso familia,conciencia e atitude.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Distibuir informação e distribuir poder"


Não somos uma organização exclusivamente da esquerda. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e pela justiça”. Essa é apenas uma das muitas afirmações feitas pelo fundador e publisher do WikILeaks, Julian Assange, em entrevista aos internautas brasileiros.
a estrevista com esse distribuidor de informação está sendo postada em diversos blogs daqui do Brasil principalmente os que ainda acreditam no poder libertador da informação entre eles,claro o Blog Cultura de Combate!

Julian, que enfrenta um processo na Suécia por crimes sexuais e atualmente vive sob monitoramento em uma mansão em Norfolk, na Inglaterra, concedeu a entrevista para internautas que enviaram perguntas a este blog da jornalista
Natalia Viana, que selecionoudoze perguntas dentre as cerca de 350 recebidas.Todas as perguntas serão publicadas depois.

No final, os brasileiros não deram mole para o criador do WikiLeaks. Julian teve tempo de responder por escrito e aprofundar algumas questões. O resultado é uma entrevista saborosa na qual ele explica por que trabalha com a grande mídia - sem deixar de criticá-la -, diz que gostaria de vir ao Brasil e sentencia: distribuir informação é distribuir poder.


Em tempo: se virasse filme de Hollywood, o editor do WikiLeaks diz que gostaria de ser interpretado por Will Smith.

A seguir, a entrevista.

Vários internautas - O WikiLeaks tem trabalhado com veículos da grande mídia – aqui no Brasil, Folha e Globo, vistos por muita gente como tendo uma linha política de direita. Mas além da concentração da comunicação, muitas vezes a grande mídia tem interesses próprios. Não é um contra-senso trabalhar com eles se o objetivo é democratizar a informação? Por que não trabalhar com blogs e mídias alternativas?

Por conta de restrições de recursos ainda não temos condições de avaliar o trabalho de milhares de indivíduos de uma vez. Em vez disso, trabalhamos com grupos de jornalistas ou de pesquisadores de direitos humanos que têm uma audiência significativa. Muitas vezes isso inclui veículos de mídia estabelecidos; mas também trabalhamos com alguns jornalistas individuais, veículos alternativos e organizações de ativistas, conforme a situação demanda e os recursos permitem.

Uma das funções primordiais da imprensa é obrigar os governos a prestar contas sobre o que fazem. No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes. Em outros países, usamos a equação inversa. O ideal seria podermos trabalhar com um veículo governista e um de oposição.

Marcelo Salles – Na sua opinião, o que é mais perigoso para a democracia: a manipulação de informações por governos ou a manipulação de informações por oligopólios de mídia?

A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa, porque quando um governo as manipula em detrimento do público e a mídia é forte, essa manipulação não se segura por muito tempo. Quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas como os interesses ou afiliações perniciosas da mídia e de seus donos permitem abusos por parte dos governos. O exemplo mais claro disso foi a Guerra do Iraque em 2003, alavancada pela grande mídia dos Estados Unidos.

Eduardo dos Anjos - Tenho acompanhado os vazamentos publicados pela sua ONG e até agora não encontrei nada que fosse relevante, me parece que é muito barulho por nada. Por que tanta gente ao mesmo tempo resolveu confiar em você? E por que devemos confiar em você?

O WikiLeaks tem uma história de quatro anos publicando documentos. Nesse período, até onde sabemos, nunca atestamos ser verdadeiro um documento falso. Além disso, nenhuma organização jamais nos acusou disso. Temos um histórico ilibado na distinção entre documentos verdadeiros e falsos, mas nós somos, é claro, apenas humanos e podemos um dia cometer um erro. No entanto até o momento temos o melhor histórico do mercado e queremos trabalhar duro para manter essa boa reputação.

Diferente de outras organizações de mídia que não têm padrões claros sobre o que vão aceitar e o que vão rejeitar, o WikiLeaks tem uma definição clara que permite às nossas fontes saber com segurança se vamos ou não publicar o seu material.

Aceitamos vazamentos de relevância diplomática, ética ou histórica, que sejam documentos oficiais classificados ou documentos suprimidos por alguma ordem judicial.
Vários internautas - Que tipo de mudança concreta pode acontecer como consequência do fenômeno Wikileaks nas práticas governamentais e empresariais? Pode haver uma mudança na relação de poder entre essas esferas e o público?
James Madison, que elaborou a Constituição americana, dizia que o conhecimento sempre irá governar sobre a ignorância. Então as pessoas que pretendem ser mestras de si mesmas têm de ter o poder que o conhecimento traz. Essa filosofia de Madison, que combina a esfera do conhecimento com a esfera da distribuição do poder, mostra as mudanças que acontecem quando o conhecimento é democratizado.

Os Estados e as megacorporações mantêm seu poder sobre o pensamento individual ao negar informação aos indivíduos. É esse vácuo de conhecimento que delineia quem são os mais poderosos dentro de um governo e quem são os mais poderosos dentro de uma corporação.

Assim, o livre fluxo de conhecimento de grupos poderosos para grupos ou indivíduos menos poderosos é também um fluxo de poder, e portanto uma força equalizadora e democratizante na sociedade.
Marcelo Träsel - Após o Cablegate, o Wikileaks ganhou muito poder. Declarações suas sobre futuros vazamentos já influenciaram a bolsa de valores e provavelmente influenciam a política dos países citados nesses alertas. Ao se tornar ele mesmo um poder, o Wikileaks não deveria criar mecanismos de auto-vigilância e auto-responsabilização frente à opinião pública mundial?
O WikiLeaks é uma das organizações globais mais responsáveis que existem.

Prestamos muito mais contas ao público do que governos nacionais, porque todo fruto do nosso trabalho é público. Somos uma organização essencialmente pública; não fazemos nada que não contribua para levar informação às pessoas.

O WikiLeaks é financiado pelo público, semana a semana, e assim eles “votam” com as suas carteiras.

Além disso, as fontes entregam documentos porque acreditam que nós vamos protegê-las e também vamos conseguir o maior impacto possível. Se em algum momento acharem que isso não é verdade, ou que estamos agindo de maneira antiética, as colaborações vão cessar.

O WikiLeaks é apoiado e defendido por milhares de pessoas generosas que oferecem voluntariamente o seu tempo, suas habilidades e seus recursos em nossa defesa. Dessa maneira elas também “votam” por nós todos os dias.
Daniel Ikenaga - Como você define o que deve ser um dado sigiloso?
Nós sempre ouvimos essa pergunta. Mas é melhor reformular da seguinte maneira: "quem deve ser obrigado por um Estado a esconder certo tipo de informação do resto da população?"

A resposta é clara: nem todo mundo no mundo e nem todas as pessoas em uma determinada posição. Assim, o seu medico deve ser responsável por manter a confidencialidade sobre seus dados na maioria das circunstâncias - mas não em todas.


"No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes". Foto por New Media Center.
Vários internautas - Em declarações ao Estado de São Paulo, você disse que pretendia usar o Brasil como uma das bases de atuação do WikiLeaks. Quais os planos futuros? Se o governo brasileiro te oferecesse asilo político, você aceitaria?

Eu ficaria, é claro, lisonjeado se o Brasil oferecesse ao meu pessoal e a mim asilo político. Nós temos grande apoio do público brasileiro. Com base nisso e na característica independente do Brasil em relação a outros países, decidimos expandir nossa presença no país. Infelizmente eu, no momento, estou sob prisão domiciliar no inverno frio de Norfolk, na Inglaterra, e não posso me mudar para o belo e quente Brasil.

Vários internautas - Você teme pela sua vida? Há algum mecanismo de proteção especial para você? Caso venha a ser assassinado, o que vai acontecer com o WikiLeaks?

Nós estamos determinados a continuar a despeito das muitas ameaças que sofremos. Acreditamos profundamente na nossa missão e não nos intimidamos nem vamos nos intimidar pelas forças que estão contra nós.

Minha maior proteção é a ineficácia das ações contra mim. Por exemplo, quando eu estava recentemente na prisão por cerca de dez dias, as publicações de documentos continuaram.

Além disso, nós também distribuímos cópias do material que ainda não foi publicado por todo o mundo, então não é possível impedir as futuras publicações do WikiLeaks atacando o nosso pessoal.

Helena Vieira - Na sua opinião, qual a principal revelação do Cablegate? A sua visão de mundo, suas opiniões sobre nossa atual realidade mudou com as informações a que você teve acesso?


O Cablegate cobre quase todos os maiores acontecimentos, públicos e privados, de todos os países do mundo – então há muitas revelações importantíssimas, dependendo de onde você vive. A maioria dessas revelações ainda está por vir.

Mas, se eu tiver que escolher um só telegrama, entre os poucos que eu li até agora - tendo em mente que são 250 mil - seria aquele que pede aos diplomatas americanos obter senhas, DNAs, números de cartões de crédito e números dos vôos de funcionários de diversas organizações – entre elas a ONU.

Esse telegrama mostra uma ordem da CIA e da Agência de Segurança Nacional aos diplomatas americanos, revelando uma zona sombria no vasto aparato secreto de obtenção de inteligência pelos EUA.

Tarcísio Mender e Maiko Rafael Spiess - Apesar de o WikiLeaks ter abalado as relações internacionais, o que acha da Time ter eleito Mark Zuckerberg o homem do ano? Não seria um paradoxo, você ser o “criminoso do ano”, enquanto Mark Zuckerberg é aplaudido e laureado?


A revista Time pode, claro, dar esse título a quem ela quiser. Mas para mim foi mais importante o fato de que o público votou em mim numa proporção vinte vezes maior do que no candidato escolhido pelo editor da Time. Eu ganhei o voto das pessoas, e não o voto das empresas de mídia multinacionais. Isso me parece correto.

Também gostei do que disse (o programa humorístico da TV americana) Saturday Night Live sobre a situação: "Eu te dou informações privadas sobre corporações de graça e sou um vilão. Mark Zuckerberg dá as suas informações privadas para corporações por dinheiro – e ele é o 'Homem do Ano’."

Nos bastidores, claro, as coisas foram mais interessantes, com a facção pró-Assange dentro da revista Time sendo apaziguada por uma capa bastante impressionante na edição de 13 de dezembro, o que abriu o caminho para a escolha conservadora de Zuckerberg algumas semanas depois.
Vinícius Juberte - Você se considera um homem de esquerda?
Eu vejo que há pessoas boas nos dois lados da política e definitivamente há pessoas más nos dois lados. Eu costumo procurar as pessoas boas e trabalhar por uma causa comum.
Agora, independente da tendência política, vejo que os políticos que deveriam controlar as agências de segurança e serviços secretos acabam, depois de eleitos, sendo gradualmente capturados e se tornando obedientes a eles.
Enquanto houver desequilíbrio de poder entre as pessoas e os governantes, nós estaremos do lado das pessoas.
Isso é geralmente associado com a retórica da esquerda, o que dá margem à visão de que somos uma organização exclusivamente de esquerda. Não é correto. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e justiça – e isso se encontra em muitos lugares e tendências.
Ariely Barata - Hollywood divulgou que fará um filme sobre sua trajetória. Qual sua opinião sobre isso?
Hollywood pode produzir muitos filmes sobre o WikiLeaks, já que quase uma dúzia de livros está para ser publicada. Eu não estou envolvido em nenhuma produção de filme no momento.

Mas se nós vendermos os direitos de produção, eu vou exigir que meu papel seja feito pelo Will Smith. O nosso porta-voz, Kristinn Hrafnsson, seria interpretado por Samuel L Jackson, e a minha bela assistente por Halle Berry. E o filme poderia se chamar "WikiLeaks Filme Noire"

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Zumaluma!



Há mais ou menos doze anos um bom malandro chamado César Mateus Rosalino também conhecido como ‘Vulto’ tomou uma decisão em que provou mais uma vez a sua inteligência e força. No ano de 1.998 Vulto olhava ao seu redor e via milhares de jovens de periferia sem a menor perspectiva de vida ou de futuro, amontoados em favelas e sofrendo diariamente com miséria e uma brutal repressão da policia.Vulto já fazia parte do movimento hip hop a dez anos e quando começou a cantar rap no distante ano de 1.988 ele que nunca foi inocente sabia muito bem que única saída para fugir do extermínio que a juventude negra sofria pelos pés de pato era conhecimento e a cultura. E é nessa batida que se cria com o apoio de amigos e artistas como GOG, Sérgio Vaz, Rappin Hood,Z’africa Brasil,O Rappa e uma porrada de outros militantes do movimento negro da região a Biblioteca Zumaluma,essa biblioteca revolucionou através do conhecimento a esquecida favela do Inferninho no periférico bairro do Sta. Tereza-Embu.
O nome Zumaluma causa e sempre causou um grande impacto em todos os que ouvem, impacto esse tão grande quanto o que causava os homenageados por essa sigla que significa Zumbi, Mandela, Luterking,Malcon X. O espaço foi muito resistente e passou todos os venenos possíveis e imaginados já que não contava com nenhuma ajuda do poder público ou da iniciativa privada tanto é que só consegui de estabilizar oficialmente no ano 2.000 quando já saltava dos livros para as oficinas profissionalizantes além dos elementos do Hip hop-Break,Graffiti,Mc,Dj.
Durante toda uma década a Zumaluma teve seus altos e baixos mais em momento algun deixou de realizar atividades como a distribuição massiva de alimentos e brinquedos, o Bloco da Zumaluma além dos diversos eventos que ao longo de toda uma década tirou centenas de jovens da alienação e mostrou a eles um caminho diferente.
Já no ano de 2.010 a Associação Zumaluma vive outra grande revolução e um salto de qualidade, é quando a ‘zuma’ muda de endereço vai para a Av. Cerqueira César no coração do bairro Santa Tereza,local de grande visibilidade a melhor acesso ,nesse momento Vulto junto a uma renovação da família forma o espaço Canto Cultura NH2Z-Núcleo de Hip Hop Zumaluma que mais tarde viria a firmar convenio com o ministério da cultura e se tornando um Ponto de cultura.
Por fim família... esse é um breve relato de mais um foco de resistência dentro desse grande cinturão de miséria que são as periferias brasileiras, fica aqui uma grande salve do blog Cultura de Combate ao mano Vulto(também conhecido entre os irmãos do islã como Kaab)mano Tatu,Eleine,Kanibo,Coquinho,Pow(Nasser Abdul) e todos outros guerreiros desse grande time que forma a família Zumaluma.
Segue abaixo alguns links de sites,blogs e vídeos da Associação de Hip Hop Zumaluma vamos conferir.
http://www.zumaluma.org/index2.htm
http://jihadracional.blogspot.com/
http://www.youtube.com/watch?v=sda0VC3SyU8
http://www.youtube.com/watch?v=2xhyaENtR4w&feature=related

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

50 cent é casa de salgado.



O rapper mais rico do mundo ficou 11 dias no Brasil, fez seis shows e voltou para os Estados Unidos com o bolso ainda mais cheio de dinheiro. Se fossemos falar sobre cada apresentação feita nas capitais Salvador, Goiania, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Florianópolis, seriamos repetitivos. O repertório foi o mesmo e a falta de interação com o público compensada com brindes também.

Tudo seria mais idêntico ainda, senão fossem alguns incidentes. Em Salvador, um fã foi agredido ao tentar chegar perto de 50 Cent. Em São Paulo, a casa Via Funchal, onde foi realizado o show teve lotação média, o que de certa forma é um fracasso. Para encerrar a turnê, a apresentação em Florianópolis teve que ser interrompida duas vezes devido a quedas de energia.

Para quem faz música, é importante ter esse intercâmbio. Ver de perto com os gringos estão equipados, a postura nos shows, entre outros detalhes. Mas, a passagem de 50 Cent não rendeu bons exemplos aos rappers brasileiros. Em São Paulo, o gringo teve entre o público nomes como Mano Brown, Ice Blue e Dj Cia. O Vilão dos Toca Discos foi lá mesmo para conferir a performance do dj, mas se decepcionou. “O dj nao existe eh so mais um desse milhares que aperta o play pra musica tocar . Então só vale mesmo o show dos manos”, comentou no twitter. Cia também não curtiu a qualidade acústica do show. “No show do 50 Cent não teve produção. Som abafado”.

Quem também ficou indignado com a situação foi o Dj Zé Gonzales. A notícia de que os artistas que se apresentaram no Rio de Janeiro foram trancados no camarim, para que 50 Cent passasse sem ser incomodado se espalhou rápido no twitter. Dj Sany Pitbull foi um dos que experimentaram a prisão no camarim. “Que marra é essa neguim? Qual é? 50 Cent mandou trancar o nosso camarim pra ele poder passar. Pra que isso? Tá de sacanagem?”twittou. Zé Gonzales não se confirmou e na sequencia se manifestou. “Alguem acredita q os artistas q abriram o show do 50 Cent, ficaram trancados p/20min, dentro dos seus camarins, p/o artista passar? Tipo prisão. Todo respeito ao meus amigos @SanyPitbull, DJ Negralha q abriram o show, mas se me trancassem no camarim o menor”incidente” ia ser a porta cair. Se me trancam no meu camarim tipo cadeia, depois de tocar,1o. a porta ia cair,se nao caisse o camarim inteiro ia ser destruido”.

Em Florianópolis, o rapper Thaíde, que é uma lenda vida do hip-hop no Brasil, não chegou ser trancado no camarim, mas ficou junto com outras pessoas, inclusive a equipe do Portal Rap Nacional, num espaço guardado por seguranças. As ameaças de represália caso alguém fotografasse o astro, no trajeto do camarim ao palco, eram muitas. Os seguranças afirmaram que se alguma foto fosse feita as câmeras seriam recolhidas e a pessoa seria colocada para fora do evento. Segundo eles, a proibição havia partido do próprio 50 Cent. Os fotografos foram tratados como se tivessem fazendo algo errado e as câmeras fotograficas eram vistas como verdadeiras armas. Para dificultar ainda mais o trabalho da imprensa as luzes foram apagadas para ninguem ver a cara dele direito. Como forma de protesto, Thaíde ficou de costas quando 50 Cent passou e logo depois também mandou seu recado no twitter. “Acabei de me apresentar em Floripa, ao lado da minha Negra P, mas já estamos no hotel. Não perdi tempo com os gringo e pretendo nunca perder. Muita falta de respeito por parte deles. Isso só acontece pq ao invés de nós nos fortalecermos, a gente se divide”.

Na manhã da segunda-feira, 19, foi a vez de 50 Cent comentar via twitter a passagem pelo Brasil. “Had a good run in Brazil! Going back to NY (@ Aeroporto Internacional de Florianópolis (FLN)”, algo como: Fiz boa turnê no Brasil. Estou voltando a Nova Iorque. Estou no Aeroporto Internacional de Florianópolis, twittou às 6h da manhã.

Pelo visto 50 Cent voltou para os Estados Unidos não só com a conta bancária mais gorda, mas também com alguns desafetos a mais.

fonte-rapnacional